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Objetos no oceano reforçam direção do avião da Malaysia Airlines

Segunda-feira, 24 de março de 2014

Objetos no oceano reforçam direção do avião da Malaysia Airlines

Objetos no oceano reforçam direção do avião da Malaysia Airlines  São pelo menos três as pistas que apontam para o sul da Austrália a solução para um dos maiores mistérios da aviação. Às imagens de objetos flutuando no mar divulgadas na semana passada pelo governo australiano somam-se outros registros semelhantes feitos pela França e pela China. No sábado, uma das equipes que sobrevoam o Oceano Índico em busca do Boeing da Malaysia Airlines desaparecido há 17 dias avistou um palete e vários cintos ou correias na mesma região.

O coordenador das operações aéreas da força-tarefa de buscas, Mike Barton, explicou que os paletes são usados para embalar mercadorias nos aviões, motivo pelo qual a descoberta pode ser um vestígio, mas podem ser de navios que passaram pela região. Os objetos foram apenas observados e ontem não era possível afirmar se têm relação com o avião que levava 239 pessoas a bordo.

— Ainda é cedo para serem conclusivos, mas temos agora várias pistas confiáveis, e existe uma esperança crescente de descobrir o que aconteceu com este avião infeliz — disse o premier australiano, Tony Abbot.

No sábado, a China afirmou que localizou por imagens de satélite um objeto de 22 metros de comprimento e 13 de largura a 120 quilômetros do registro australiano anunciado no dia 20 de março. No domingo, a França enviou para as autoridades na Malásia imagens com dois supostos destroços próximos às áreas de busca.

Alerta para ciclone foi emitido na região

A zona de busca tem 59 mil quilômetros quadrados, área seis vezes maior que a Grande São Paulo. Outros quatro aviões militares e quatro aparelhos civis enviados à região para tentar localizar novamente os objetos não observaram nada de significativo. Segundo a imprensa local, a China enviou sete barcos, que se somam aos que já operam no lugar. O navio da Marinha australiana HMAS Success chegou no fim de semana à área de buscas, onde já operam dois navios mercantes. As condições climáticas não são favoráveis para o trabalho. Um alerta para o ciclone tropical Gilliam foi emitido na região.

Um avião P3 Orion da Força Aérea Real da Nova Zelândia dotado de equipamentos de observação eletro-óptica também chegou à região, mas detectou apenas bancos de algas. Dois terços dos 227 passageiros eram chineses, e a irritação cresce entre seus familiares pela forma como as autoridades malaias conduzem a crise. A descoberta de restos no sul do Índico pode sustentar a teoria de sequestro, na qual acredita a maioria dos familiares.

Mar de dúvidas

Onde está?

Os primeiros trabalhos de busca se concentraram entre a Malásia e o sul do Vietnã, seguindo a trajetória do voo MH 370, que fazia a rota Kuala Lumpur-Pequim. Após a confirmação da mudança de rumo do avião, as buscas foram direcionadas para o Oceano Índico.

Desde 20 de março, o rastreamento está centrado a 2,5 mil quilômetros a sudoeste da cidade australiana de Perth, após a detecção por satélites de objetos flutuando que poderiam ser do avião.

Se for constatada a queda nessa área, a distância percorrida pela aeronave confirmará a ideia de que voou até consumir as reservas de combustível.

O que aconteceu?

São mantidas as teorias de sequestro do avião, de um ato desesperado de um dos pilotos ou de um problema que tenha impossibilitado os pilotos de controlar a aeronave.

As autoridades malaias afirmam que os movimentos do MH 370 depois de desaparecer dos radares civis, junto com a desativação dos sistemas de comunicação/localização, apontam para "um ato deliberado" a bordo do Boeing. Os especialistas não identificaram uma motivação que justifique o desvio.

Suspeitos?

A verificação dos antecedentes dos 227 passageiros por seus respectivos países de origem não deu resultado, apesar do temor inicial causado pela presença a bordo de dois iranianos que viajavam com passaportes europeus roubados.

A atenção dos investigadores está concentrada agora no piloto e no copiloto. Os policiais estão com um simulador de voo do comandante, que teve vários dados apagados.

Nenhum elemento material incrimina os dois até o momento.


Diário Catarinense
 


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