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Dive avalia que casos de impetigo em SC podem ser de catapora

Sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dive avalia que casos de impetigo em SC podem ser de catapora

Dive avalia que casos de impetigo em SC podem ser de catapora
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) avaliou que os casos de impetigo registrados em Santa Catarina nos últimos dias podem ser, na verdade, catapora, conforme uma nota de alerta divulgada na noite desta quinta-feira (21). Na nota, a diretoria também traz recomendações para o ambiente escolar considerando surtos de varicela.

Segundo a Dive, o impetigo aparece geralmente a partir de ferimentos mal higienizados e pode ser transmitida por contato. No entanto, a doença de pele "não costuma levar a surtos ou epidemias".

Taió, no Vale do Itajaí, teve 150 casos confirmados de impetigo em crianças até esta quinta-feira (21), segundo informações da secretaria municipal de Educação. Na mesma região do estado, em Brusque, as aulas também estão suspensas até a próxima terça-feira em uma creche. A secretaria de Educação confirmou que foram infectados 10 crianças e três servidores.
No Sul catarinense, em Imaruí, 1.398 crianças da rede municipal de ensino estão sem aulas desde segunda (18) devido a um surto de impetigo. O número de casos confirmados no município subiu de 60 para 80. Na Grande Florianópolis, em Palhoça, 40 crianças ficaram sem aulas, depois que sete alunos contraíram impetigo. A escola Aldo Câmara, em São José, também na Grande Florianópolis, suspendeu as aulas na quarta-feira depois que 15 crianças
A partir das informações fornecidas pelos municípios que registraram os casos, a Dive avaliou que a doença teve transmissão respiratória e por contato. "Neste contexto, as hipóteses diagnósticas iniciais têm convergido não para um surto de impetigo, mas sim para surtos de varicela (catapora) atípicos com infecção secundária das lesões (impetiginização)", informa a nota da diretoria.

Ainda de acordo com a nota da Dive, é possível que a doença seja catapora com mudanças do padrão da doença, "fato que explica a presença de poucas e atípicas lesões na maioria dos casos avaliados nesta semana, além de poucos relatos de febre".

Conforme a Dive, essa mudança no padrão da doença é esperado da vacina contra varicela, com uma dose. Ela tem objetivo de reduzir os casos graves e complicações da doença. "A implantação da segunda dose da vacina contra varicela, que pode vir a evitar a ocorrência de casos da doença, está em estudo por parte do Ministério da Saúde para sua implantação", informa a nota.

Recomendações da Dive
Segundo a Dive, as pessoas que tiverem lesão de pele sugestiva de catapora ou impetigo devem ser encaminhadas para avaliação e tratamento adequado.
Nas escolas é necessário ter medidas de higiene semelhantes às de prevenção contra gripe, como lavar sempre as mãos e utilizar álcool em gel. A Dibve não recomenda o fechamento de unidades escolares.

“As vacinas varicela monovalente e tetraviral não são indicadas para bloqueio de surto de varicela em creches e escolas”, conforme a Dive.

As crianças que apresentem lesões sugestivas dessas doenças devem ser afastadas da escola até que “todas as lesões tenham evoluído para crosta, ou após o término da erupção vesicular, no caso dos indivíduos imunodeprimidos ou que apresentem curso clínico prolongado”.
 

G1 SC
 


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