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Segundo engenheiros das Prefeituras a ponte Rodrigo Ajace não apresenta problemas estruturais

Quarta-feira, 30 de abril de 2014

Segundo engenheiros das Prefeituras a ponte Rodrigo Ajace não apresenta problemas estruturais

Segundo engenheiros das Prefeituras a ponte Rodrigo Ajace não apresenta problemas estruturais  Conforme noticiamos na edição de quarta-feira, em virtude de boatos divulgados em redes sociais de que a ponte Rodrigo Ajace teria apresentado ruídos decorrentes de problemas estruturais, uma nova vistoria foi realizada na manhã de quarta-feira, 23 de abril.

O engenheiro Valdir Ruthes da Prefeitura de Mafra, juntamente com o engenheiro Reinaldo Herbst, da Prefeitura de Rio Negro estiveram embaixo da ponte, vistoriando seus pilares e estrutura como um todo.

A reportagem da Gazeta acompanhou os engenheiros durante toda a vistoria, que minuciosamente conferiu e detectou que não há visualmente nenhuma trinca, nem na estrutura e nem no asfalto. Todos os pilares estão em bom estado, apoiados sobre sapatas e feitos para suportar grande peso.

Segundo os engenheiros, não há nenhuma rachadura ao longo do arco, a ponte foi feita num bloco único, inteira, não é de apoios sucessivos, sendo que apenas nas duas cabeceiras é que existem pontos de contato ou dilatações. Ressaltaram que existem graus de liberdade, que numa linguagem simples, possibilita o trabalho da ponte, isso explica o fato de pessoas sentirem uma trepidação na ponte, o que nesse caso é totalmente normal.

Andando por baixo da ponte, até a beira do rio Negro pôde-se perceber grande quantidade de lixo, e até um galinheiro, fator que demanda muita preocupação, segundo engenheiro Valdir Ruthes, não em razão da ponte, e sim para manter aquela área limpa e preservada.

Durante a análise dos engenheiros eles explicaram que mesmo com intenso fluxo de carros, carretas ou caminhões, o peso não apresenta riscos para a estrutura da ponte.

Questionados sobre a última manutenção feita na ponte, Valdir Ruthes disse que já está a 32 anos na Prefeitura, e durante esse período não lembra de que tenha sido realizada alguma manutenção. Reinaldo Herbst lembrou que em 1995 a Prefeitura de Rio Negro realizou um recapeamento asfáltico na referida ponte para evitar fissuras e dar mais aderência.

Fatos históricos das pontes e trânsito riomafrense

Colaboração: Professor Fábio Reimão de Mello.


A preocupação com o trânsito de automóveis e pedestres entre Rio Negro e Mafra, ao contrário do que possa parecer, não é algo restrito ou exclusivo aos dias atuais, o problema relativo à dificuldade de passagem entre as duas margens do rio Negro, já foi tema de discussões em outros períodos da história (cada qual com suas especificidades) e, agora reaparece novamente, assumindo a forma de um problema cíclico riomafrense.

Somente em 1896, com a inauguração da ponte metálica “Dr. Diniz Assis Henning”, que finalmente os conterrâneos do passado puderam atravessar o rio Negro sem o receio de realmente se “molharem”, pois até então a travessia era realizada por meio de balsa.

Mas, como uma tendência natural das coisas é se desenvolver, crescer, com o passar dos anos foi tornando aos poucos a ponte metálica, anteriormente capaz de suportar nosso trânsito, insuficiente em relação ao crescente número de pessoas e veículos que necessitavam circular por Rio Negro e Mafra. Situação que se arrastou por muito tempo, chegando ao ponto de, 70 anos depois, contarmos com aquela mesma estrutura de trânsito no centro de Riomafra, mas agora, com uma demanda total aproximada de 66 mil pessoas e 2,6 mil veículos, algo realmente bem complicado, um problema anunciado e previsível ao longo do tempo pelo simples aumento populacional.

Foi então que, com recursos do Ministério dos Transportes, realizou-se a construção de uma nova ponte. Essa em alvenaria e com dois sentidos de circulação (mão dupla), que exigiu um grande trabalho de readequação da margem e do trânsito mafrense.

Uma grande e importante obra, inaugurada em abril de 1969, 73 anos depois da abertura da ponte metálica, mantendo a mesma linha de escoamento da velha ponte.

Com diferentes alturas entre as cabeceiras de ambas as margens do rio, a chamada “Ponte Nova” recebeu a denominação oficial de “ponte interestadual Coronel Rodrigo Ajace” (como pode ser verificado na placa metálica existente na própria ponte). A escolha de nome um tanto curiosa, pois o coronel de engenharia Rodrigo Ajace de Moreira Barbosa não só esteve presente no ato de inauguração da obra, como era secreta%u0301rio-geral do Ministe%u0301rio dos Transportes, num caso muito parecido com o do busto do governador paranaense “Manoel Ribas”, existente na praça João Pessoa, que além de inaugurado com a presença do homenageado, o mesmo encontrava-se naquele momento, em pleno exercício de seu cargo político.

É válido lembrar que, naquele abril de 1969, o Brasil vivia um período de governos militares e assim tinha o coronel Rodrigo Ajace como secreta%u0301rio-geral do Ministe%u0301rio dos Transportes (e que, aliás, foi agraciado com o título de Cidadão Honorário de Mafra pela Lei Municipal n°. 614 de 21 de janeiro daquele mesmo ano), o coronel Mário David Andreazza como ministro dos transportes (responsável pela realização de importantes obras públicas pelo país, como o asfaltamento da rodovia Belém-Brasília, a implantação da rodovia Transamazônica e a construção da ponte Rio-Niterói) e,sendo o General Artur da Costa e Silva, Presidente da República.

E hoje, a exemplo das décadas de 1890 e 1960, contamos com uma estrutura de trânsito entre Rio Negro e Mafra com grandes dificuldades de suportar a realidade dos novos tempos, afinal somos agora 84 mil habitantes, com uma frota total de aproximadamente 50 mil veículos, ou seja, quase 20 mil pessoas e 47 mil veículos a mais do que há 43 anos, quando a abertura da Rodrigo Ajace desafogou o trânsito até então centralizado na ponte metálica.

Assim, se observa que naturalmente, em virtude de seu crescimento populacional e do próprio aumento da frota de veículos, há uma necessidade periódica de melhoria da estrutura de trânsito entre nossas cidades, que é claro, deve ser estudada e planejada com atenção e visão de futuro, pois repetição do passado só é interessante quando o fato é positivo.

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